“Não vamos esquecer que o futebol é o espetáculo da disciplinarização”

Para quem diabos serve o futebol? Em tempos de se debruçar sobre debates a respeito da imposição das novas arenas esportivas no Brasil — e, claro, a consequente alteração do perfil e do comportamento do público que frequenta os jogos no país -, o pesquisador Wilson Gambeta chega com o livro A Bola Rolou — O Velódromo Paulista e os Espetáculos de Futebol 1895–1916, onde analisa, principalmente com foco na principal praça esportiva em São Paulo à época, o contexto do futebol na cidade na virada do século XIX para o XX.

A fundação da Liga Paulista de Futebol (1901) e o primeiro Campeonato Paulista (1902) tiveram a participação de cinco clubes — Paulistano, SPAC, Mackenzie, Germânia e Internacional. O Velódromo é o primeiro estádio deste tempo (quando o futebol ocupa o lugar das corridas de bicicleta). E também protagonista no surgimento de um novo campeonato, o da Associação Paulista de Esportes Atléticos, em 1913, quando seu proprietário, o Paulistano, se recusa a jogar diante de times populares, como o Corinthians, e funda um torneio paralelos apenas para a elite. Rapidamente, após a Primeira Guerra Mundial e com o advento do profissionalismo, oficialmente assumido em 1933, os títulos se consolidam nas mãos dos chamados quatro grandes, e o futebol paulista tem configuração parecida com a atual.

Esse contexto — as primeiras praças esportivas paulistanas; o perfil de jogadores, clubes e público; a relação das famílias e das colônias com o esporte; a ocupação do futebol em espaço que era do turfe e do ciclismo; a complexidade do choque entre amadorismo e profissionalismo; o processo de educação, disciplinarização e interiorização da prática; etc. — é tratado na conversa a seguir, que procurou passear pelos principais temas abordados na pesquisa de Gambeta (autor também de Primeiros Passes — Documentos Para A História do Futebol em São Paulo, esse lançado em 2014) e, claro, relacionar com a situação contemporânea do esporte mais popular do país.

[A entrevista foi originalmente veiculada no programa Folha Seca, edição 66, que trata de literatura e cinema relacionados ao esporte e vai ao ar toda quarta-feira – http://www.central3.com.br/folha-seca-66-wilson-gambeta/ — e conta com fundamental ajuda e parceria do amigo Leandro Iamin]

Wilson, ninguém melhor que você para apresentar o Velódromo. Em que contexto aquela região no centro de São Paulo se torna uma praça esportiva? Afinal, o que foi o Velódromo?
O Velódromo foi o primeiro estádio de São Paulo, embora naquela época ele não fosse chamado de estádio, mas sim de velódromo. Mas foi ali que se iniciou o futebol, dentro de outros espetáculos esportivos. A disputa de ciclismo em pista foi decaindo, era uma disputa com apostas, e ela entrou em decadência. Então outros esportes foram sendo incluídos dentro desse estádio improvisado, e o futebol aparece aí, pela primeira vez em 1900, com seus primeiros espetáculos.

Tem quem ainda duvide da importância do futebol na história de uma cidade, de uma sociedade, mas todas as pessoas que estão envolvidas na história do Velódromo são pessoas que são nomes de ruas e praças em São Paulo, a Dona Veridiana, o Antônio Prado… conta um pouco quem são essas pessoas e que vida se levava naquela São Paulo da virada do século XIX para XX?
Era uma sociedade ainda controlada pelas famílias fazendeiras, que foram se transferindo nas décadas anteriores para as cidades e principalmente para a capital do estado. Ainda se misturavam hábitos rurais com urbanos. O Velódromo era uma propriedade particular: parte da chácara da Veridiana Prado foi cedida para seu filho mais velho, Antônio Prado, que era prefeito de São Paulo, construir uma pista de corridas, que era um grande sucesso na época. Então ali se fundou um clube de corridas, mas esse clube durou poucos anos, já que depois houve a popularização das corridas e progressivamente os rapazes que eram filhos dessa elite fazendeira foram abandonando esse esporte, procurando outros. O futebol já existia na cidade de São Paulo, ele chega alguns anos antes, mas era jogado só por imigrantes ou filhos de imigrantes. E aos poucos esses primeiros clubes de imigrantes acabam introduzindo nos espetáculos que organizavam no Velódromo, como ginástica, ciclismo e patinação, alguns jogos de futebol — que não faziam sucesso no começo. Mas depois da fundação da primeira liga, em 1901, e organização do primeiro campeonato, em 1902, o futebol ele cai no agrado, principalmente devido à disputa desses clubes de imigrantes. Então há uma identidade desses clubes estrangeiros e o Paulistano, identificado como clube de brasileiros.

É claro que os contextos são diferentes, mas as Laranjeiras, por exemplo, hoje está lá, sobrevivendo de certa forma, enquanto esses campos em que se jogava futebol no início do século XX em São Paulo foram virando objeto de pesquisa e memória e só, como a Chácara Dulley, a Várzea do Carmo. Quem estuda futebol, reconhece esses lugares, mas se por exemplo o Velódromo era a grande praça de São Paulo, o estádio das Laranjeiras era a referência no Rio de Janeiro e está lá. Dá para fazer alguma relação entre ambos?
O Estádio das Laranjeiras originalmente era um campo de corrida de cavalos. E ao lado, no Palácio da Guanabara de hoje, era a residência da princesa Isabel, uma patrocinadora de corridas de cavalo. E nesse meu novo livro eu justamente exploro essa relação entre o turfe, que em São Paulo acontecia no Hipódromo da Mooca, do ciclismo, que é uma reprodução do turfe sobre rodas, e disso para o futebol. Há uma certa herança esportiva entre esses esportes. O Cox, futebolista da origem do futebol no Rio de Janeiro, deu certa vez uma entrevista no jornal em que lembra as atividades lá nas Laranjeiras antes do futebol. E dizia que os clubes ingleses iam para as corridas de cavalo e faziam também corridas de atletismo sob apostas. Ali também se introduz as corridas de bicicletas e depois o futebol. Então essa exploração histórica que eu tento fazer em São Paulo, ligando hipódromo com velódromo. Há uma passagem conceitual de um esporte para outro, porque eram esportes de parelhas, disputados por indivíduos ou pequenos grupos em curtas distâncias. É o caso do turfe, igualmente o remo, e o ciclismo. Eles têm similaridade. E todos com apostas. Então quando surge o futebol, o primeiro esporte coletivo a fazer sucesso — existia o rúgbi, mas não pegou, e o críquete, que estava dentro da comunidade inglesa apenas -, e o primeiro sem apostas que começa a fazer sucesso e se populariza.

O Velódromo teve uma vida útil de futebol bastante curta, 15 temporadas ali, e queria saber das pesquisas. Onde está essa memória, como estão os clubes, as bibliotecas paulistanas, que nível de dificuldade tem essa pesquisa?
Quando eu comecei, as pessoas me desanimavam, dizendo que eu não ia encontrar nada. Porque os clubes não se preocupavam em guardar nada, documentação nenhuma. A liga desapareceu, já que a atual federação não é uma herdeira histórica daquela liga, ao contrário do que muita gente pensa. Porém, eu mudei minha perspectiva, porque não estava tão preocupado em estudar o jogo de futebol, campeonatos, times, craques, mas queria estudar os espetáculos. Então comecei a estudar a relação do Velódromo com a urbanização, das famílias fazendeiras com a organização dos clubes, a construção de locais de esporte… então fui direto olhar coisas que os pesquisadores não estavam olhando. Meu olhar é muito mais então para o contexto em que aconteciam os jogos, e não tanto interno ao campo. Por isso minha pesquisa foi mais fácil e consegui revelar muita documentação.

Ainda assim há registros de jogo com maior público ou dados mais futebolísticos em relação ao Velódromo?
O registro estatístico existe, porque na época já se tinha essa preocupação. Então no meu livro anterior, Primeiros Passes, eu reproduzo um dos documentos que traz essa estatística de jogos detalhada. Porém, o que é pouco documentado é o entorno. Então como se dava a organização do espetáculo? Quem podia participar e quem não podia? Quem fazia parte e era sócio do clube, e quem era impedido? Como tinha de se trajar? Onde se sentava? Quem podia ficar na arquibancada e quem era obrigado a ir para a geral? Então depende do enfoque. A minha troca permitiu que eu olhasse coisas novas.

O Paulistano e por consequência o Velódromo foram protagonistas da primeira ruptura do futebol paulista quando os times da elite fundam um campeonato paralelo, da APEA. Você comentou isso de “quem podia frequentar o estádio”. O que tem de real e o que tem de lenda na ideia de que o início do futebol em São Paulo era elitista? Sempre se cita o Friedenreich, um jogador mulato, filho de mãe negra com pai branco, e que talvez pela capacidade técnica no futebol conseguiu estar nesse meio. Enfim, tinha muita gente que não era dessa elite frequentando e jogando futebol?
Uma das coisas que me surpreendeu foi entender que o que se deixou de registro é o futebol de elite. Entretanto ele não era o único. A partir de 1902, 1903, ele se espalha e de fato se populariza. Então existiam centenas e centenas de clubes pela cidade. E não era só na várzea, muito pelo contrário, o futebol se espalhou por vários cantos, e com várias ligas de futebol, com o problema de que não havia ligação entre elas. Eram isoladas, a exemplo daquela que se foi guardada a memória, que era estritamente municipal, se resumia a São Paulo, não ao estado. Era limitada no primeiro ano a cinco clubes, depois seis, aumentou para sete, e na época da Primeira Guerra Mundial é que começa a federalização, incluindo outros clubes. Então a que temos referência era de fato elitista, bastante elitista, porque o acesso de outros clubes a essa liga era bastante difícil. Se abria a possibilidade no início do ano aos clubes que queriam se inscrever e disputar uma vaga com o último colocado do ano anterior, mas era muito raro qualquer clube conseguir essa vaga, então se mantinham os mesmos. Agora, o acesso de jogadores de classes diferentes precisa ser relativizado. Sempre se lembra do Friedenreich, que de fato era um jogador de classe média baixa. Não era de família rica como às vezes se diz. Se diz que era filho de um rico comerciante alemão, mas isso é falso, ele nem era alemão, era nascido em Santa Catarina, filho de alemães e funcionário público. A mãe não era lavadeira como às vezes se diz, era uma professora primária, e apesar dessa origem simples o Friedenreich viveu de futebol a vida toda, até se aposentar. Só teve um emprego regular na Companhia Antártica depois de deixar o futebol. Mas como ele existiam outros, e o curioso é que às vezes se pensa que a elite era racista e impedia a penetração de negros e mulatos nos jogos de espetáculo. Isso tem de ser um pouco relativizado, porque dentro dessas famílias fazendeiras existiam vários mestiços que eram filhos de fazendeiros com ex-escravas. Um deles foi o Armando Prado, presidente da liga, jogador importante do Internacional, e era mulato. Então enquanto outros clubes de várzea, de imigrantes, não admitiam negros, como é o caso do Corinthians, quando começou, e também do Palestra Itália. Agora, a ascensão dos jogadores vindos dos times de várzea para esses grandes espetáculos da elite acontece só mais tarde, a partir de 1917, 1918, que começa a penetração de jogadores pobres, humildes. Assim como acontece com o Friedenreich, que começa em 1909 no Germânia, e chega ao Paulistano em 1917 já como astro por ser um grande jogador de futebol.

A gente sempre compara a situação do futebol em São Paulo com casos como Buenos Aires, Montevidéu, Londres, onde você tem rivalidades locais em cada bairro. Sobre esses cinco times que jogaram o primeiro Campeonato Paulista, você tem alguma teoria de porque eles não resistiram? Pensando no lado da memória, por que a gente não consegue imaginar ninguém com uma camisa do Paulistano, por que caíram em total esquecimento no que diz respeito ao futebol?
Isso é uma coisa que me interessou. Eu fiz uma breve comparação com o futebol na Inglaterra e na Argentina. São três casos diferentes. Na Argentina, a força do futebol britânico é imensa, com ingleses, escoceses e filhos dessas famílias dominando a liga, principalmente em Buenos Aires, durante muitos anos, até 1913, coisa que não acontece no Brasil. Então o futebol lá fica dentro da comunidade britânica, que é muito maior que as que existiam em São Paulo ou Rio de Janeiro, e isso cria uma rivalidade interna entre os clubes e com Montevidéu, onde acontece algo semelhante, embora em menor escala. Já na Inglaterra tem uma diferença muito grande, que é a separação nítida entre futebol amador, que é de elite, e a popularização comercial do futebol que se torna rapidamente grandes espetáculos. Então a construção de grandes estádios começa na Inglaterra, para a classe operária, com clubes dirigidos por capitalistas com grande interesse comercial no futebol. Essa separação não acontece em outros países, mesmo na Europa, ou no Brasil. Aqui há uma mistura entre os dois conceitos: esses clubes se colocam como defensores do amadorismo, se opõem à profissionalização, mas profissionalizam os espetáculos, porque passam a cobrar ingresso como se fossem espetáculos comerciais para grande público. Então essas duas tendências se chocam, o que faz com que os clubes começam a se interessar por atrair os melhores jogadores em troca de vantagens, principalmente a partir da segunda década do futebol. Então é uma tensão permanente que atravessa muitos anos até uma crise que levou Paulistano e outros clubes abandonarem o futebol. Então é uma situação contraditória: esses clubes de elite defendem o amadorismo, mas admitem aquilo que mais tarde se chamaria de amadorismo marrom, que é remunerar os atletas de forma indireta, com outros tipos de vantagem, principalmente emprego.

Curioso também que muito rapidamente o Campeonato Paulista já acaba dominado pelos quatro clubes tidos como grandes até hoje. No final dos anos 1930 já começa a série de títulos de Palestra, Corinthians, São Paulo e Santos. A partir disso, onde sua pesquisa também entra na história desses grandes clubes de hoje? Quando acontece essa virada e a cidade se dá conta que são poucos times monopolizando os campeonatos até chegarmos no ponto de hoje, de uma cidade com apenas três times de relevância de mídia e público?
O ponto de clivagem, o divisor de águas, é a Primeira Guerra Mundial. Não pelo fato do Brasil ter declarado guerra à Alemanha, porque a participação foi mínima, mas isso atinge o futebol de duas maneiras. Primeiro, os jogadores de origem alemã e inglesa ou são alistados, ou as famílias respeitam o estado de guerra e abandonam o futebol. Então a primeira fase do futebol, amadora, se dá entre brasileiros filhos das famílias fazendeiras, imigrantes alemães e imigrantes ingleses. Isso começa a mudar em 1913 quando se dá a crise que você já se referiu e se inicia a democratização do futebol. A grande crise começa com a divisão das duas ligas por causa do aparecimento do Corinthians. Ele é admitido na Liga Paulista e esse é o principal fator que faz o Paulistano sair e fundar a APEA, a Associação Paulista dos Esportes Atléticos. Então essa clivagem enfraquece o futebol de espetáculos, porque fica dividido: o Paulistano com sede no Velódromo, continuando a atrair a maior parte do público, e a antiga liga se populariza no Parque Antártica. E aí o que faz com que alguns clubes crescam e outros vão decaindo é a profissionalização. Os espetáculos vão se tornando mais importantes e, com a saída de ingleses e alemães às vésperas da guerra, há o fortalecimento principalmente dos italianos, que é o caso do Corinthians. Não vamos esquecer que o Corinthians é predominantemente composto por italianos, e inclui espanhóis e portugueses, e o Palestra nem precisa dizer, é exclusivamente de italianos. Então nessa época há a inclusão dos times que representavam de fato a cidade, enquanto antes era um espetáculo teatral de filhos de estrangeiros, com os brasileiros representados pelo Paulistano lutando contra as grandes nações do mundo — os Estados Unidos que eram o Mackenzie, a Inglaterra que era o SPAC. Então essa fase desaparece na Primeira Guerra e poucos vão se fortalecendo por causa do processo comercial. Aí o maior número de torcedores vão fortalecendo esses clubes, principalmente os que tem massa, e enfraquecendo os de elite. O Paulistano ainda tem uma fase brilhante, mas o Internacional caiu no esquecimento, ninguém mais lembra, o SPAC abandona, o Germânia é obrigado a abandonar, expulso da liga por ser um time de alemães. Com isso há a ascensão do Santos, do Corinthians e do Palestra. Dos três, o que tem maior força é o Palestra, que vai despontar como rival do Paulistano a partir de 1917 e vai ganhar seu primeiro campeonato em 1920. O Corinthians ganha campeonato, mas pela liga, que já estava decadente e que acabou desaparecendo em 1916. Depois da liga desaparecida o Corinthians é admitido na Associação e vai ganhar o primeiro grande campeonato em 1922, o do centenário da Independência, importantíssimo, e o Corinthians se torna cérebre a partir daí, ainda mais popular.

Para encerrar: como você acompanha o futebol hoje? Vendo a transformação do antigo Parque Antártica, o Corinthians indo jogar em Itaquera, o São Paulo lá no Morumbi, o Pacaembu passando por um momento de pouquíssimos jogos… Para o teu gosto, como tem sido acompanhar o futebol atual?
Pelo vício do historiador, eu costumo olhar essa questão pela longa duração. Se você pegar a trajetória desses estádios, você vai observar que há um grande processo de disciplinarização. Que os esportes originalmente eles começam em campo aberto, os antigos campos de críquete na Inglaterra. E os estádios aparecem depois disso, com o futebol sendo internalizado dentro de arquibancadas. Isso é uma coisa progressiva, que se dá de maneira mais acelerada na Inglaterra e muito lenta na Europa e América do Sul. O futebol aproveitava espaços que já existiam, como o Velódromo, mas também em outras cidades. Então ele vai deixando os parques abertos e sendo jogado em espaços construídos, fechados. Há uma progressiva e incessante disciplinarização desses espaços. A arquitetura vai se adaptando e se modificando sempre com o mesmo processo de educar o espectador. Não vamos esquecer que o futebol é o espetáculo da disciplinarização. Ele mostra o embate entre duas forças igualitárias que devem vencer o adversário sem violência. Essa é a moral de todos os esportes, e o futebol é o mais popular de todos. Mas a violência é constantemente coibida, é punida publicamente, então essa é a função também dos espetáculos esportivos. E a arquitetura dos estádios vai nessa linha. Você vê que essas construções que seguiram o padrão Fifa destoam das arquiteturas que existiam nos estádios. Retiraram alambrados, fossos, e agora o futebol brasileiro está no processo de readaptação da nova arquitetura, ainda com problemas. Não tivemos ainda nenhuma grande invasão nesses estádios sem alambrado e fosso, mas pode apostar, daqui a pouco tempo essa questão vai voltar à baila porque vai gerar, nos momentos de crise, novos momentos de disciplinarização. As cadeiras também. Muita gente tem discutido o fim do espaço das gerais, que era um costume brasileiro, o público em pé, que dançava dentro dos estádios. Isso tende a desaparecer, e muita gente está questionando a nova arquitetura. Esse processo é incessante, mas ele tem uma tendência geral, que é educar e coibir a violência exemplarmente sempre. E não tenha dúvida que isso vai acontecer também nessas arenas reformadas agora.

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